INSTABILIDADE INSTITUCIONAL: UM OBSTÁCULO PARA O PLANEJAMENTO DO AVAÍ E DO FIGUEIRENSE
Hoje, ao escutar as entrevistas dos treinadores dos dois clubes da capital catarinense, Marquinhos Santos, do Avaí, e Raul Cabral, do Figueirense, fui levado a refletir, mais uma vez, sobre o quanto a instabilidade institucional é prejudicial à saúde e ao planejamento de um clube. Ou melhor: clubes instáveis não conseguem se planejar adequadamente.
Ambos os treinadores falaram sobre essa questão e, por coincidência ou não, os temas abordados foram os atrasos salariais, recorrentes nos dois clubes nos últimos anos, e a indefinição sobre quem comandará cada instituição no ano seguinte.
Falando primeiramente sobre a indefinição a respeito de quem comandará os clubes nos próximos anos, ambas as equipes estão flertando com a possibilidade de venda de suas respectivas SAFs.
Pelo lado do Figueirense, a notícia de que a PAN SPORTS, empresa que estava negociando a compra da SAF, havia desistido do negócio frustrou e irritou o torcedor alvinegro, que criou grandes expectativas de dias melhores e, mais uma vez, viu tudo ir por água abaixo.
Nesse mesmo sentido, grande parte da torcida avaiana aguarda ansiosamente a concretização da venda da SAF para a Kactus, empresa que anteriormente já havia demonstrado interesse na compra do Figueirense.
De fato, não se sabe ao certo o que falta para esse acordo ser concretizado, já que, há mais de dois meses, os documentos foram trocados e aportes financeiros já foram realizados pelo investidor. Essa demora vem preocupando o torcedor avaiano.
A pergunta é: se o Avaí for rebaixado para a Série C, a Kactus ainda comprará a SAF do clube?
Quando o assunto são as finanças, os dois clubes vivem dias muito difíceis, e os atrasos salariais são constantes dos dois lados da ponte.
RESULTADOS DESPORTIVOS
As duas questões citadas anteriormente afetam diretamente o desempenho dos atletas dentro de campo, e pensar a médio e longo prazo torna-se uma tarefa quase impossível.
Os dois treinadores foram muito sinceros em suas entrevistas. O técnico do Avaí, Marquinhos Santos, deixou claro o quanto os atrasos salariais prejudicaram o rendimento dos atletas ao longo da temporada. Ele reforçou que a maioria dos jogadores é jovem e ainda não alcançou estabilidade financeira suficiente para suportar os atrasos.
Já o treinador do Figueirense, Raul Cabral, foi enfático ao afirmar que fica difícil até mesmo projetar a temporada de 2027, uma vez que existe insegurança institucional em relação a todo esse cenário e alguns atletas já estão de saída do clube.
Apesar de gostar de trabalhar no Figueirense, o treinador reconhece que fica complicado garantir sua permanência diante desse contexto.
O FATO
Essas questões, sim, “entram em campo”, principalmente quando se trata de grupos de jogadores mais jovens.
Todos gostam de trabalhar em um ambiente estável, que ofereça segurança, e com os jogadores de futebol não é diferente. Em ambientes instáveis, fica difícil manter os atletas que já estão no clube, o que torna ainda mais complicado planejar a montagem do elenco para a próxima temporada.
ESPERO DIAS MELHORES PARA OS TIMES DA CAPITAL!






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